Tuise dezembro 21, 2024 Nenhum comentário

Dezembro Vermelho: Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/AIDS e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis

Dezembro Vermelho é uma campanha brasileira instituída em 2017 pela Lei nº 13.504. É uma grande mobilização na luta contra o vírus HIV, a Aids e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis, que objetiva conscientizar a todos sobre a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV.

De acordo com a Lei, durante o mês deverá ocorrer um conjunto de atividades e mobilizações relacionadas ao enfrentamento do HIV/AIDS e das demais infecções sexualmente transmissíveis, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde, de modo integrado em toda a administração pública, com entidades da sociedade civil organizada e organismos internacionais.

Além de outras ações e atividades conexas, o movimento deve promover:

– Iluminação de prédios públicos com luzes de cor vermelha;
– Promoção de palestras e atividades educativas;
– Veiculação de campanhas de mídia;
– Realização de eventos.

 

HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. O HIV altera o DNA desses linfócitos e faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, ele rompe os linfócitos em busca de outros, para continuar a infecção.

Ao desenvolver a infecção, o organismo humano se torna mais vulnerável a diversas doenças, desde um simples resfriado a condições mais graves como, por exemplo, tuberculose ou câncer.

É importante esclarecer que ter o HIV não é o mesmo ter aids. Há muitas pessoas infectadas pelo vírus mas que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Porém, elas  podem transmitir o vírus a outras pessoas pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação, quando não são tomadas as medidas de prevenção.

Transmissão do HIV:

– Sexo vaginal, anal ou oral sem a proteção da camisinha;
– Uso compartilhado de seringas;
– Transfusão de sangue contaminado;
– Da mãe infectada para seu filho durante a gravidez, no parto e na amamentação;
– Ferimentos com instrumentos que furam ou cortam, quando não esterilizados.

 

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos e transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada.

A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação. De maneira menos comum, as IST também podem ser transmitidas por meio não sexual, pelo contato de mucosas ou pele não íntegra com secreções corporais contaminadas.

Os tipos mais conhecidos de IST, são:

– Herpes genital;
– Cancro mole (cancroide);
– Infecção pelo papilomavírus humano (HPV);
– Doença Inflamatória Pélvica (DIP);
– Donovanose;
– Gonorreia e infecção por Clamídia;
– Linfogranuloma venéreo (LGV);
– Sífilis;
– Infecção pelo HTLV;
– Tricomoníase.

Mais informações sobre transmissão e sintomas de IST estão disponíveis, aqui!


Prevenção e controle:

O método mais eficaz para evitar a transmissão das IST, do HIV/aids e das hepatites virais B e C, é o uso de preservativo masculino ou feminino, em todas as relações sexuais (orais, anais e vaginais). Ressalta-se, ainda, que o preservativo também pode evitar a gravidez, porém, a orientação é de que, sempre que possível, seja realizada a dupla proteção: uso da camisinha e de outro método anticonceptivo de escolha.

Já a prevenção combinada associa diferentes formas de prevenção ao HIV, às IST e às hepatites virais (ao mesmo tempo ou em sequência), conforme as características e o momento de vida de cada pessoa. Entre os métodos que podem ser combinados, estão:

– A testagem regular para o HIV, que pode ser realizada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS);
– A prevenção da transmissão vertical (quando o vírus é transmitido para o bebê durante a gravidez, parto ou durante a amamentação);
– O tratamento das infecções sexualmente transmissíveis e das hepatites virais;
– A imunização para HPV e hepatites A e B;
– Programas de redução de danos para usuários de álcool e outras substâncias;
– Profilaxia pré-exposição (PrEP);
– Profilaxia pós-exposição (PEP);
– Tratamento de pessoas que vivem com HIV.

Controle do HIV/aids e IST:

Pessoas com boa adesão ao tratamento atingem níveis de carga viral tão baixos que é praticamente nula a chance de transmitirem o vírus da aids para outras pessoas. Além disso, quem toma o medicamento corretamente não adoece e garante a sua qualidade de vida.

O controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis não ocorre somente com o tratamento de quem busca ajuda nos serviços de saúde. Para interromper a transmissão dessas infecções e evitar a reinfecção, é fundamental que as parcerias também sejam testadas e tratadas, com orientação de um profissional de saúde.

As parcerias sexuais devem ser alertadas sempre que uma IST for diagnosticada. É importante informar sobre as formas de contágio, o risco de infecção, a necessidade de atendimento em uma unidade de saúde, as medidas de prevenção e tratamento (ex.: relação sexual com uso de camisinha masculina ou feminina até que a parceria seja tratada e orientada).

 

Notícia relacionadaDezembro vermelho: Brasil amplia diagnóstico de HIV e cumpre mais uma meta da ONU

 

Fontes:

– Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)
– Ministério da Saúde. Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis
– Ministério da Saúde. Saúde de A a Z: Aids/HIV
– Ministério da Saúde. Saúde de A a Z: IST
– Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Itapecerica da Serra (SP)

Tuise dezembro 21, 2024 Nenhum comentário

Dezembro Laranja

Cada um com a sua prevenção.

Somos todos brasileiros, mas cada um com a sua individualidade. Moramos em diferentes locais e temos diferentes peles. É por isso que as medidas de proteção devem ser individualizadas, levando em consideração a nossa história de vida.

Em 2024, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), durante o Dezembro Laranja, busca conscientizar mais pessoas sobre o câncer de pele e sobre a importância de procurar um dermatologista para entender a combinação ideal de medidas de proteção para sua pele.

No dia 7 de dezembro, das 9h às 15h, será realizado um dia de atendimento gratuito para orientação, diagnóstico e tratamento do câncer de pele.

Serão mais de 100 postos de atendimento espalhados pelo Brasil e cerca de 3.500 médicos dermatologistas e voluntários trabalhando para atender a população.
Participe!

O que é?

O câncer da pele é o câncer mais comum entre os brasileiros, representando 33% de todos os diagnósticos da doença. Ele é provocado pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele e pode ser subdividido em diferentes tipos:

Carcinoma basocelular (CBC)

É o tipo mais prevalente e surge mais frequentemente em regiões expostas ao sol, como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas. Tem baixa letalidade e pode ser curado em caso de detecção precoce. Costuma se apresentar como uma pápula vermelha, brilhosa, com uma crosta central, que pode sangrar com facilidade.

Carcinoma Escamoso (CEC)

Pode se desenvolver em todas as partes do corpo, embora seja mais comum nas áreas expostas ao sol, como orelhas, rosto, couro cabeludo e pescoço. Tem coloração avermelhada e pode se parecer com uma verruga ou uma ferida espessa e descamativa, que não cicatriza.

Melanoma

O menos frequente dos cânceres da pele, o melanoma tem o mais alto índice de mortalidade. Apesar disso, as chances de cura são de mais de 90%, quando detectado precocemente. Costuma ter a aparência de uma pinta ou de um sinal em tons acastanhados ou enegrecidos, que mudam de cor, de formato ou de tamanho.

Fatores de risco

Alguns fatores podem elevar os riscos de câncer de pele:

Ter alguém na família que tem ou já teve câncer da pele.
Já ter tido muitas queimaduras de sol durante a vida, daquelas que deixam a pele muito vermelha e ardendo.
Ter muitas sardas ou pintas pelo corpo.
Ter a pele muito clara, do tipo que sempre queima no sol e nunca bronzeia.
Já ter tido câncer da pele.
Ter mais de 65 anos.

Como se prevenir

Apesar dos fatores de risco, qualquer pessoa está sujeita a ter câncer da pele.
A melhor maneira de se proteger dessa doença, de manchas e de
envelhecimento precoce é a prevenção:

Aplique protetor solar FPS 30 ou maior diariamente

Use camiseta e chapéu

Não se esqueça dos óculos de sol com proteção UV

Em exposição direta ao sol, aplique o protetor solar a cada duas horas e depois que sair da água.

Redobre os cuidados de proteção solar entre 9 e 15 horas

Consulte sempre um médico dermatologista associado à SBD: www.sbd.org.br

Sinais que podem indicar câncer da pele

A lesão na pele é elevada e brilhante, de cor avermelhada, acastanhada, rósea ou multicolorida e sangra facilmente.

Uma pinta preta ou acastanhada que muda de cor, tem bordas irregulares e cresce.

A mancha ou ferida não cicatriza e pode (ou não) apresentar coceira, crostas e sangramento.

Regra do ABCDE

Uma lesão suspeita apresenta:

Assimetria

Diâmetro (maior que 5 milímetros)

Borda (bordas irregulares)

Evolução (mudança de tamanho, forma e cor)

Cor (duas ou mais cores)

Consulte um dermatologista caso perceba uma lesão com alguma dessas características.

Calcule o risco de câncer da pele

O câncer da pele tem a maior incidência no Brasil e no mundo.

A doença pode causar a morte, mas tem cura se for diagnosticada precocemente.

Por isso, lembre-se de que a visita anual ao médico dermatologista é muito importante.

Faça o teste e fique atento.

O câncer da pele tem a maior incidência no Brasil e no mundo. A doença pode causar a morte, mas tem cura se for diagnosticada precocemente. Por isso, lembre-se de que a visita anual ao médico dermatologista é muito importante. Faça o teste e fique atento.

Quiz

Você se protege da exposição solar todo dia?

Pois é, o sol emite três tipos de raios ultravioleta: UVC (que é barrado pela camada de ozônio), UVB (cuja maior incidência se dá entre 09h e 15h) e UVA (que tem 95% de toda a radiação UV).

Isso acontece mesmo nos dias nublados, já que as nuvens não conseguem filtrar os raios e a chance de queimar a pele no mormaço é igual ou maior do que em um dia de sol.

Por isso, lembre-se: os cuidados com a pele devem ser uma rotina, independentemente da época ou estação do ano. Assim você se previne contra câncer da pele, manchas e envelhecimento precoce.

Encare o desafio e descubra se você é distraído, ligado ou cuidadoso com a sua pele!

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