Tuise março 1, 2026 Nenhum comentário

Março Lilás – Amarelo – Azul marinho

MARÇO LILÁS – AMARELO – AZUL MARINHO

Conhecido como “calendário colorido”, o mês de março chama a atenção para três datas importantes. As campanhas deste mês têm como suas cores: o lilás, o amarelo e o azul-marinho.

O lilás fala sobre a prevenção do câncer de colo de útero. O amarelo faz referência à conscientização sobre a endometriose. Já o azul-marinho se refere ao câncer colorretal ou câncer de intestino (tido como o segundo tipo de câncer mais comum no Brasil).

MARÇO LILÁS – CÂNCER DE COLO DO ÚTERO 

De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), no Brasil, o câncer do colo de útero é o terceiro tipo mais incidente entre as mulheres. Pelo menos 6 mil brasileiras morrem a cada ano em decorrência da doença. O Ministério da Saúde estima que de 2023 a 2025, cerca de 17 mil pacientes sejam diagnosticadas com o tumor, causado pelo papilomavírus humano (HPV). Para conscientizar a população sobre a doença, a campanha Março Lilás alerta sobre a prevenção e detecção precoce deste tipo de câncer. A vacinação contra o HPV mais é uma forma eficaz de prevenção. Atualmente, a vacina é recomendada para meninas (de nove a 14 anos) e meninos (de 11 a 14 anos), e pode prevenir 70% dos cânceres de colo do útero e 90% das verrugas genitais, em ambos os sexos.

Outra forma de prevenção é o uso de preservativos na relação sexual, já que a contaminação ocorre por esta via, além de proteger contra outras doenças. Além disso, o exame Papanicolau deve ser feito periodicamente por todas as mulheres após o início da vida sexual, pois é capaz de detectar alterações pré-cancerígenas precoces, que se tratadas, são curadas na quase totalidade dos casos, não evoluindo para o câncer. O câncer do colo do útero é um tumor que costuma ter desenvolvimento lento. Na fase inicial, pode não apresentar sintomas. Já nos casos mais avançados, a doença mostra alguns sinais como o sangramento vaginal, principalmente durante ou após as relações sexuais, dores na região pélvica e na virilha, alterações urinárias e intestinais e secreção vaginal com odor desagradável.

De acordo com Dr. Giuseppe Coiro, ginecologista do Centro da Mulher, da Unidade Campo Belo, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, os dois tipos mais frequentes de tumor maligno de colo de útero estão associados à infecção pelo HPV: os carcinomas epidermóides que infectam pele ou mucosas (oral, genital ou anal), tanto em homens como em mulheres, e causa o aparecimento de verrugas no colo do útero, e os adenocarcinomas que surgem a partir da infecção nas células da endocérvice, que é a parte interna do colo de útero. E temos ainda o carcinoma adenoescamoso, um tipo mais raro, que pode acontecer com o aparecimento de verrugas ou características mistas dos dois tipos anteriores.

“O câncer do colo do útero pode ser completamente curado se diagnosticado e tratado no estágio inicial. A doença costuma ser mais frequente na faixa etária de 30 a 39 anos e se torna mais comum entre 50 e 60 anos. Segundo levantamento da Fundação do Câncer, tumores do colo do útero, em sua forma mais grave, acometem de 49 a cada 100 mil mulheres no Brasil”, esclarece Dr. Giuseppe.

O tratamento do câncer de colo de útero pode ser feito por meio de cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia. A definição depende do estágio da doença. “Por isso a prevenção é o melhor remédio, manter as vacinas em dia, realizar exames de rotina e sempre procurar orientação médica, é muito importante para evitar este tipo de doença que, a cada ano, aumenta no país”, finaliza o ginecologista do Centro da Mulher.

MARÇO AMARELO – ENDOMETRIOSE

A campanha “Março Amarelo” é dedicada à conscientização sobre a endometriose, uma condição em que o tecido semelhante ao revestimento uterino cresce fora do útero, causando dor e outros sintomas.

A endometriose afeta cerca de 190 milhões de mulheres em todo o mundo, sendo mais de 7 milhões somente no Brasil, de acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). Trata-se de uma doença ginecológica em que o tecido que reveste o útero cresce fora do órgão e pode se espalhar pelos ovários, trompas, intestino, bexiga e outras partes do corpo, causando dor crônica, cólicas menstruais intensas, dor durante as relações sexuais e infertilidade. Segundo a Associação Brasileira de Endometriose, acomete entre 10% e 15% das mulheres em idade reprodutiva, sendo que 30% delas têm chances de ficarem estéreis. A endometriose requer diagnóstico precoce para garantir que o tratamento ocorra nas fases iniciais, possibilitando o melhor desfecho às pacientes. O Março Amarelo tem como objetivo informar a população sobre os sintomas da doença, os impactos na qualidade de vida das pacientes e formas de prevenção e tratamento. Muitas vezes, o diagnóstico conclusivo da endometriose leva anos para ser definido, já que os seus sintomas podem ser confundidos com outras condições.

De acordo com o ginecologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dr. Rogério Tadeu Felizi, entre as formas de prevenção e tratamento da endometriose estão a prática regular de exercícios físicos, a alimentação saudável, o controle do estresse e a realização de exames ginecológicos de rotina. Além disso, é importante que as mulheres conheçam o seu próprio corpo e estejam atentas a qualquer alteração em seu ciclo menstrual. “Os principais sintomas clínicos da doença são dor pélvica crônica, alterações intestinais (dor à evacuação, sangramento nas fezes, aumento do trânsito intestinal durante o período menstrual), alterações urinárias e infertilidade. Embora estas manifestações sejam muito sugestivas de endometriose, não são exclusivas desta doença, por isso requer um diagnóstico diferenciado.”, explica Dr. Felizi.

Diagnóstico e tratamento da endometriose: o diagnóstico da endometriose é realizado por meio de dados clínicos e de imagens. O exame clínico apresenta limitações para esclarecer a extensão e profundidade das lesões, tornando necessária a utilização de outros métodos para auxiliar no diagnóstico. “Embora o diagnóstico da endometriose seja por meio de videolaparoscopia com biópsia, outros métodos não invasivos (clínico e imagem) são importantes para a decisão de como e quando realizar o procedimento cirúrgico. Atualmente o ultrassom transvaginal e a ressonância magnética de pelve são os exames utilizados na detecção da doença. Nos casos de endometriose profunda com comprometimento intestinal e urinário podem ser necessários também exames como colonoscopia e a urografia”, afirma Dr. Felizi.

O especialista também ressalta que a ultrassonografia com preparo intestinal vem sendo utilizada no diagnóstico da forma profunda, principalmente para comprometimento intestinal. O diagnóstico clínico e por imagem muitas vezes é suficiente para o início do tratamento, sendo a cirurgia indicada para os casos mais graves (infertilidade, comprometimento do sistema intestinal e urinário) ou nas pacientes sem resposta adequada ao tratamento clínico medicamentoso.

“Desde o ano de 2008, a endometriose passou a ser vista como uma doença crônica, que exige conduta terapêutica a longo prazo. O tratamento leve é realizado com contraceptivos hormonais e tem apresentado resultados muito satisfatórios principalmente no controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida. Na endometriose profunda, o tratamento medicamentoso pode levar a melhora dos sintomas e diminuição das lesões, porém em situações em que a doença causa comprometimento anatômico e funcional, a cirurgia é a melhor indicação para remover os focos da doença, diminuindo a dor, proporcionando melhora na qualidade de vida e nos índices de fertilidade”, explica o ginecologista.

Atualmente, os procedimentos robóticos são a melhor opção para o tratamento cirúrgico da endometriose, pois permitem a remoção do tecido excedente, e possibilitam ao cirurgião acesso a estruturas do organismo que não eram possíveis nos procedimentos laparoscópicos. As cirurgias se tornam mais precisas, rápidas e menos invasivas, facilitando a recuperação das pacientes. Com a tecnologia da robótica o médico tem uma visão 3D ampliada em 10 vezes da área afetada e traz menos morbidade para as pacientes que, em geral, recebem alta hospitalar no dia seguinte ao procedimento. Além de menos riscos de complicações, a cirurgia robótica tem menos sangramento e dor no pós-operatório e pela recuperação mais rápida.

MARÇO AZUL MARINHO – CÂNCER DE INTESTINO

Campanha Março Azul-Marinho alerta para os riscos do câncer colorretal; as chances de cura aumentam quando a doença é diagnosticada em estágio inicial.

A campanha Março Azul-Marinho alerta para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer colorretal, uma doença caracterizada por tumores que acometem o intestino grosso, principalmente nas regiões chamadas de colo, reto (final do intestino) e ânus. Quando prevenida e diagnosticada precocemente, as chances de cura aumentam.

O câncer colorretal é formado a partir de pólipos intestinais, ou seja, lesões benignas que se não forem detectadas e tratadas podem levar ao surgimento do câncer. Entre os fatores de risco associados à doença estão o consumo de carnes processadas, tabagismo, bebida alcoólica em excesso, sedentarismo e histórico familiar.

As pessoas com sintomas suspeitos da doença podem apresentar sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados), dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração na forma das fezes (fezes muito finas e compridas) e massa (tumoração) abdominal. O diagnóstico de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença pode ser feito por meio de exames clínico, laboratorial, endoscópico ou radiológico.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima em 46 mil novos casos da doença para cada ano do triênio 2023-2025 no Brasil. Esse número representa 21,10 casos por 100 mil habitantes, sendo 21.970 entre homens e 23.660 entre mulheres. Outro dado do Inca indica que, até 2030, a probabilidade de óbito prematuro por câncer de intestino pode aumentar em 10% entre pessoas de 30 a 69 anos.

Na cidade de São Paulo, segundo a 22ª edição do boletim CEInfo em Dados, publicada em julho de 2023, o câncer colorretal registrou 17 mortes por 100 mil habitantes em homens e 13 óbitos por 100 mil habitantes entre mulheres em 2022.

PREVENÇÃO CÂNCER DE INTESTINO

A maior incidência do tumor acontece em pessoas com mais de 50 anos que levam uma vida sedentária. De acordo com o Ministério da Saúde, 30% dos diagnósticos do câncer colorretal poderiam ser evitados a partir de hábitos saudáveis simples, tais como:

  • Ter alimentação variada, com pelo menos três porções de frutas e três porções de verduras e legumes ao dia e consumir, preferencialmente, cereais integrais como arroz, aveia, cevada, trigos e outros;
  • Exercitar-se regularmente;
  • Beber pelo menos dois litros (seis a oito copos) de água por dia;
  • Reduzir o consumo de carnes vermelhas (máximo 500g por semana), principalmente na chapa ou na forma de fritura, grelhado ou churrasco;
  • Evitar carnes salgadas e processadas como presunto, mortadela, bacon, linguiça, salsicha e outros embutidos e defumados;
  • Manter o peso adequado para altura;
  • Não consumir bebidas alcoólicas em excesso;
  • Não fumar.
Tuise fevereiro 1, 2026 Nenhum comentário

Fevereiro Roxo

O significado do Fevereiro Roxo

 

O Fevereiro Roxo é uma campanha de conscientização que se dedica a chamar a atenção da sociedade para as doenças crônicas, com foco especial em condições como o Alzheimer, a Fibromialgia e o Lúpus. A escolha da cor roxa para representar esse mês não é arbitrária; ela simboliza a luta contra essas enfermidades, que frequentemente envolvem desafios diários e persistentes para os pacientes.

Doenças crônicas são aquelas que persistem ao longo do tempo, muitas vezes sem cura definitiva, e podem afetar significativamente a qualidade de vida das pessoas. O objetivo do Fevereiro Roxo é ampliar a compreensão sobre essas condições, promover a solidariedade, arrecadar fundos para pesquisas e proporcionar apoio às pessoas que as enfrentam.

Vamos agora explorar mais profundamente as doenças que estão no centro dessa campanha.

 

Alzheimer: A doença do esquecimento

 

O Alzheimer é uma das doenças mais temidas e devastadoras da atualidade. Ela afeta a capacidade cognitiva das pessoas, causando problemas de memória, comportamento e raciocínio. A doença progride ao longo do tempo, tornando-se progressivamente mais debilitante e impactando tanto os pacientes quanto suas famílias.

Uma das características mais marcantes da doença é a perda gradual da memória recente. Os pacientes podem esquecer eventos recentes, nomes de pessoas queridas e até mesmo quem são. Além disso, o Alzheimer pode causar confusão, mudanças de personalidade, dificuldades de comunicação e até mesmo a perda da capacidade de realizar tarefas simples do dia a dia.

A campanha busca sensibilizar a sociedade para a importância da pesquisa e do apoio às pessoas com a condição. Avanços científicos estão sendo feitos na compreensão dessa doença complexa, mas ainda não há uma cura definitiva. Portanto, é crucial que haja investimentos em pesquisa e que as pessoas estejam cientes dos desafios enfrentados por aqueles que vivem com Alzheimer e suas famílias.

 

Fibromialgia: A dor invisível

 

A Fibromialgia é outra condição crônica que merece destaque no Fevereiro Roxo. Essa doença é caracterizada por dor generalizada e sensibilidade nos músculos, tendões e ligamentos, muitas vezes acompanhada de fadiga, distúrbios do sono e problemas cognitivos, como dificuldade de concentração e memória.

Uma das dificuldades de lidar com a condição é que seus sintomas são subjetivos e não podem ser facilmente detectados por exames clínicos tradicionais, tornando-a uma “doença invisível”, podendo levar a mal-entendidos e falta de apoio por parte da sociedade, uma vez que muitas pessoas não compreendem plenamente a gravidade dessa condição.

A conscientização promovida pela campanha possui um papel fundamental em educar as pessoas sobre a Fibromialgia e em destinar recursos para a pesquisa de tratamentos mais eficazes. Ademais, a campanha busca dar visibilidade aos desafios enfrentados pelos pacientes, ajudando a reduzir o estigma e o isolamento social que muitas vezes acompanham essa doença.

 

Lúpus: Uma doença autoimune complexa

 

O Lúpus é uma doença autoimune complexa que pode afetar diferentes partes do corpo, incluindo pele, articulações, rins, coração, pulmões e cérebro. Em pessoas com Lúpus, o sistema imunológico ataca erroneamente as células e tecidos saudáveis, causando inflamação e danos.

Uma das características mais desafiadoras do Lúpus é a variedade de sintomas que pode apresentar, o que torna o diagnóstico difícil. Os sintomas podem incluir fadiga extrema, erupções cutâneas, dor nas articulações, febre e problemas nos órgãos internos.

A gravidade do Lúpus varia de pessoa para pessoa, e os pacientes muitas vezes enfrentam flutuações em seus sintomas ao longo do tempo.

A conscientização sobre a condição durante a campanha é crucial para aumentar o entendimento sobre essa doença e promover a pesquisa de tratamentos mais eficazes. Muitas pessoas com Lúpus enfrentam desafios em suas vidas diárias, e o apoio da sociedade é fundamental para melhorar sua qualidade de vida.

 

A importância do apoio às pessoas com doenças crônicas

 

Além de aumentar a conscientização sobre o Alzheimer, a Fibromialgia e o Lúpus, o Fevereiro Roxo também destaca a importância do apoio às pessoas que vivem com doenças crônicas. O diagnóstico de uma doença crônica muitas vezes traz uma série de desafios físicos, emocionais e sociais, e é essencial que haja uma rede de apoio sólida para ajudar os pacientes a enfrentar esses desafios.

 

Apoio familiar e comunitário

 

A família é fundamental no apoio aos pacientes com doenças crônicas. O cuidado e o entendimento dos familiares podem fazer uma diferença enorme na qualidade de vida do paciente. É importante que os familiares estejam informados sobre a condição de seus entes queridos, compreendam seus desafios e estejam dispostos a ajudar no que for necessário.

Além do apoio familiar, a comunidade também é vital na promoção da inclusão e do bem-estar das pessoas com doenças crônicas. Eventos e campanhas de conscientização, como os que ocorrem durante o Fevereiro Roxo, ajudam a criar empatia e solidariedade, reduzindo o estigma e o isolamento social que muitos pacientes enfrentam.

 

A importância da pesquisa e da inovação

 

A pesquisa médica desempenha um papel crucial no avanço do tratamento e da compreensão das doenças crônicas. Avanços científicos têm o potencial de melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes e, em alguns casos, encontrar curas ou tratamentos mais eficazes.

Durante o Fevereiro Roxo, organizações e instituições médicas frequentemente arrecadam fundos para apoiar a pesquisa em doenças crônicas. Esses recursos são fundamentais para financiar estudos clínicos, desenvolver novas terapias e aprimorar os cuidados de saúde disponíveis para os pacientes.

 

Promovendo a conscientização durante o Fevereiro Roxo

 

A conscientização sobre as doenças crônicas não é apenas uma tarefa das instituições de saúde; cada indivíduo pode desempenhar um papel importante na promoção do entendimento e do apoio a essas condições. Aqui estão algumas maneiras de contribuir durante o Fevereiro Roxo:

 

  • Eduque-se: Dedique um tempo para aprender mais sobre doenças crônicas, como o Alzheimer, a Fibromialgia e o Lúpus. Quanto mais você souber, mais capaz estará de apoiar aqueles que vivem com essas condições.
  • Compartilhe informações: Utilize suas redes sociais e outros meios de comunicação para compartilhar informações sobre as doenças crônicas e as campanhas do Fevereiro Roxo. Quanto mais pessoas estiverem cientes, maior será o impacto.
  • Participe de eventos locais: Procure eventos e atividades relacionadas ao Fevereiro Roxo em sua comunidade, podendo incluir palestras, caminhadas beneficentes ou arrecadações de fundos.
  • Seja um ouvinte empático: Se você conhece alguém que vive com uma doença crônica, ofereça seu apoio emocional e seja um ouvinte atento. Às vezes, simplesmente estar presente pode fazer uma grande diferença.

É crucial que todos nós sejamos ativos na conscientização e no apoio às pessoas com doenças crônicas. Portanto, durante a campanha e ao longo de todo o ano, unamos esforços para tornar o mundo um lugar melhor para todos, independentemente das condições de saúde que enfrentem.

Tuise janeiro 1, 2026 Nenhum comentário

Janeiro Branco

O Janeiro Branco é uma campanha nacional dedicada à promoção da saúde mental e emocional. Inspirada por movimentos como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, a iniciativa foi criada em 2014 pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão. Seu objetivo é sensibilizar a população para a importância do bem-estar psicológico e estimular a busca por cuidados especializados quando necessários.

Por que Janeiro?

O primeiro mês do ano é simbolicamente associado a recomeços, reflexões e novos projetos. A escolha do nome “Janeiro Branco” remete à ideia de uma “folha em branco”, incentivando as pessoas a reescreverem suas histórias e priorizarem a saúde mental. Segundo o criador da campanha, “o mês é um convite para que cada pessoa reflita sobre suas emoções e relacione-se melhor consigo mesma”.

A Relevância da Campanha

Dados recentes mostram que o Brasil lidera o ranking mundial de transtornos de ansiedade, com 9,3% da população afetada, o que equivale a cerca de 18 milhões de brasileiros. A depressão também é uma preocupação crescente, agravada pelo impacto da pandemia de COVID-19, que levou a um aumento de 25% nos casos de transtornos mentais no país, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O Janeiro Branco é um momento oportuno para fomentar debates sobre a saúde mental e reduzir o estigma que ainda cerca as doenças emocionais. É uma campanha que incentiva a prevenção e o tratamento adequados”, afirma o psiquiatra Caio Gibaile, especialista em transtornos de ansiedade e depressão.

Como Buscar Ajuda

A saúde mental é parte integrante do Sistema Único de Saúde (SUS). Diversos serviços gratuitos estão disponíveis:

  • Unidades Básicas de Saúde (UBS): O primeiro passo é buscar atendimento com um clínico geral na UBS mais próxima, que pode encaminhar o paciente a um psicólogo ou psiquiatra.

  • Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): Esses centros oferecem atendimento especializado com equipes multidisciplinares e são organizados por faixa etária e demandas específicas, como o CAPS Infantil (CAPSi) e o CAPS para usuários de álcool e drogas (CAPSad).

  • Clínicas-Escola de Psicologia: Universidades que oferecem cursos de Psicologia dispõem de clínicas-escola, onde alunos supervisionados por professores realizam atendimentos gratuitos ou a preços acessíveis.

  • Centro de Valorização da Vida (CVV): O CVV disponibiliza apoio emocional 24 horas por meio do telefone 188 ou pelo chat online no site oficial.

Identificar sinais de sofrimento emocional é essencial. Mudanças de comportamento, como isolamento ou alterações no sono, são indicativos de que algo não está bem. Buscar ajuda especializada pode ser o primeiro passo para uma vida mais equilibrada.

Tuise dezembro 1, 2025 Nenhum comentário

Dezembro Laranja

O Brasil é um país tropical que convive com altas exposições solares praticamente o ano inteiro. Estar em contato com a luz do sol é importante para a saúde e o bem-estar, afinal essa é a principal fonte de vitamina D. A deficiência de vitamina D resulta em mineralização inadequada do esqueleto, sendo mais prejudicial em crianças e em situações específicas.

A luz solar tem interferência, inclusive, no humor das pessoas. O grande segredo para essa relação se manter pacífica é a moderação. Isso porque a exposição excessiva e feita de maneira errada tem forte ligação com o surgimento do câncer de pele,  uma doença caracterizada pelo crescimento descontrolado e anormal das células desse órgão.

Por esse motivo, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) escolheu dezembro, mês marcado pelo início do verão nos países do hemisfério sul, para instituir a campanha “Dezembro Laranja”, buscando a prevenção e detecção precoce do câncer no maior órgão do corpo humano. Os cuidados vão muito além do uso de filtro solar. É preciso ter atenção aos horários corretos para se expor ao sol, evitando ampla exposição no intervalo entre 10h e 16h, além do uso de roupas e acessórios adequados  (chapéu, boné, óculos, roupas com proteção ultravioleta, guarda-sol e sombrinha).

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), as estimativas de incidência do câncer de pele não melanoma em 2020 foi de 176.930, sendo 83.770 homens e 93.160 mulheres. Já para o tipo melanoma a estimativa, neste mesmo período, foi de 8.450, sendo 4.200 homens e 4.250 mulheres. O câncer de pele mais frequente no Brasil é o não melanoma e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país.

Entenda as diferenças

De acordo com o INCA, as diferenças entre esses dois tipos de cânceres de pele são:

Câncer de pele não melanoma

É provocado pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Entre os tumores de pele, é o mais frequente e de menor mortalidade, mas se não for tratado precocemente pode resultar em ressecções amplas e disfunção estética. Esse câncer de pele é representado por tumores de diferentes tipos, sendo os mais comuns  o carcinoma basocelular, que é o menos agressivo, pois ele atinge as células presentes na camada mais profunda da epiderme (camada externa da pele) e o  carcinoma epidermóide (ou espinocelular), que atinge as células escamosas, formadoras das camadas superiores da pele.

Câncer de pele melanoma

Tem origem nas células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele. Ele é mais frequente em adultos brancos e pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais, sobretudo nas áreas mais expostas à radiação solar Nos indivíduos de pele negra, ele é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés. É considerado o tipo de câncer de pele mais agressivo, por ter grande chance de se espalhar para tecidos e órgãos vizinhos, mas o prognóstico pode ser considerado bom quando detectado em sua fase inicial.

O que é importante ficar de olho?

A exposição prolongada e repetida ao sol aumenta o risco para o câncer de pele, especialmente entre as pessoas que possuem pele clara, olhos claros, cabelos ruivos ou loiros, ou que são albinas. Mas as pessoas de pele negra também precisam se cuidar, mesmo que a incidência seja menor. Isso porque outros fatores de risco incluem indivíduos com histórico familiar, doenças de pele prévias, sistema imune debilitado e exposição à radiação artificial.

Os principais sintomas do câncer de pele são: surgimento de manchas que coçam, descamam ou que sangram. Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor. Ou ainda feridas que não cicatrizam em 4 semanas. Assim que perceber qualquer sintoma ou sinal, procure o mais rapidamente a unidade de Atenção Primária à Saúde (APS) mais próxima de sua residência.

Tuise novembro 1, 2025 Nenhum comentário

Novembro Azul

As ações do Novembro Azul, desenvolvidas pela Coordenação de Atenção à Saúde do Homem do Ministério da Saúde, constituem uma oportunidade para sensibilizar homens, gestores e profissionais de saúde sobre o autocuidado e cuidado integral da saúde, considerando os fatores socioculturais relacionados à masculinidade e ao adoecimento. Toda a estratégia de comunicação se baseia na promoção, proteção e prevenção para saúde integral da população masculina.

Assim, o mês de novembro ainda se destaca como um o mês de conscientização sobre os cuidados abrangentes com a saúde da população masculina. A Coordenação de Atenção à Saúde do Homem sugere aos gestores e profissionais da área a implementação de atividades voltadas para a saúde mental, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, gerenciamento de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, prevenção de violência e acidentes, além da promoção de hábitos saudáveis, como forma de aproximação e vinculação com os homens do território.

Além das ações desenvolvidas nos meses de agosto e novembro, a Coordenação de Atenção à Saúde do Homem promove, ao longo do ano, iniciativas para qualificação de trabalhadores e gestores da saúde, direcionadas à promoção da saúde, prevenção às doenças, prevenção de violências e acidentes. São oferecidos espaços de debate e reflexões por webconferências, webpalestras, conferências, seminários, simpósios, palestras, cursos, lives, rodas de conversa. São criados espaços de debate e reflexão, tanto presenciais quanto virtuais. A ideia é levar a agenda da saúde do homem para ambientes onde estes homens estão, e para locais onde discussões pertinentes acontecem, seja dentro do Ministério da Saúde, seja no âmbito interministerial ou intersetorial, mas especialmente com a sociedade civil e nos movimentos sociais.

Tuise outubro 1, 2025 Nenhum comentário

Outubro Rosa: a força da prevenção e do diagnóstico precoce na luta contra o câncer de mama

O mês de outubro se veste de rosa para reforçar uma mensagem global de vital importância: a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. O Outubro Rosa é mais do que uma campanha; é um movimento de conscientização que, anualmente, ilumina prédios e espalha o laço cor-de-rosa, simbolizando a luta e a esperança de milhares de mulheres.

No Brasil, a urgência da causa é inegável. O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres, excluindo os de pele não melanoma, e também o que mais mata. As estimativas para o triênio 2023-2025 apontam para mais de 73 mil novos casos por ano no país.

O autocuidado e o acompanhamento médico são as ferramentas mais poderosas para aumentar as chances de sucesso no tratamento.

Conhecendo os fatores de risco: o primeiro passo para a prevenção

O câncer de mama é uma doença multifatorial, ou seja, não tem uma única causa. Dividimos os fatores de risco em duas categorias:

  • Fatores não modificáveis: aqueles que não podem ser alterados, como a idade (mulheres acima de 50 anos têm risco maior), a primeira menstruação precoce (com 12 anos ou menos), menopausa tardia (após 55 anos) e histórico familiar de câncer de mama ou ovário em parentes de primeiro grau.

 

  • Fatores modificáveis: relacionados ao estilo de vida, estes podem e devem ser controlados. Incluem:
    • Comportamentais e ambientais: sobrepeso/obesidade, sedentarismo e consumo de álcool, exposição a agrotóxicos e poluentes orgânicos.
    • Aspectos reprodutivos e hormonais: primeira gestação após os 30 anos ou não ter filhos.
Prevenção e autoconhecimento: o cuidado diário

A prevenção ativa se dá, em grande parte, pelo controle dos fatores de risco modificáveis. Ter um estilo de vida saudável, praticar atividade física, ter uma alimentação balanceada, ingerir frutas, verduras e diminuir o consumo de alimentos processados são as ações primárias. Além disso, a amamentação é uma prática protetora e deve ser incentivada.

Uma mudança importante na abordagem da saúde da mulher é a evolução do autoexame para o autoconhecimento. Atualmente, a orientação é que a mulher preste atenção a qualquer alteração nas mamas durante sua rotina diária, sem a obrigatoriedade de um exame padronizado. Esse hábito de autopercepção ajuda a reconhecer o que é normal em seu corpo, facilitando a identificação de mudanças suspeitas que merecem investigação médica.

Fique atenta aos sinais

Alguns sintomas podem indicar alterações que precisam ser investigadas, como: nódulos fixos e geralmente indolores, alterações na pele da mama (como vermelhidão, retração ou aspecto de casca de laranja), mudanças no mamilo, nódulos nas axilas ou pescoço e saída de líquido pelos mamilos. Lembre-se: nem todo caroço é câncer, mas qualquer alteração deve ser avaliada por um médico.

Mamografia: avanço no rastreamento do câncer de mama no Brasil

A mamografia é o exame-chave no diagnóstico precoce e considerado padrão ouro. No Brasil, é o único método de rastreamento com eficácia comprovada na redução da mortalidade por câncer de mama.

No último dia 23 de setembro, o Ministério da Saúde divulgou uma importante mudança em relação à recomendação para realização do exame. A partir de agora, a orientação é que mulheres a partir dos 40 anos realizem o exame sob demanda, em decisão conjunta com o profissional de saúde. A paciente deve ser orientada sobre os benefícios e desvantagens de fazer o rastreamento e se a opção for fazê-lo, será garantido pelo SUS.

Outra alteração importante é em relação à ampliação da faixa etária recomendada, que passou a ser até 74 anos. Para mulheres entre 50 a 74, a periodicidade recomendada é cada dois anos.

É fundamental seguir a orientação médica para determinar a frequência ideal para você, que pode ser complementada por exames como o ultrassom das mamas e axilas, dependendo do caso.

Atenção: o autoconhecimento não substitui a mamografia! Muitos nódulos em estágio inicial não são palpáveis, reforçando a importância do exame periódico de rastreamento.

Tratamento e futuro: caminhando para a individualização

O tratamento do câncer de mama é altamente individualizado, dependendo do estágio, das particularidades biológicas do tumor e das condições da paciente. As opções incluem tratamento local (cirurgia e radioterapia) e tratamento sistêmico (quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica).

O futuro é promissor, com avanços constantes:

  • Técnicas cirúrgicas menos invasivas.
  • Tratamentos personalizados.
  • Terapias-alvo: agem diretamente nas células doentes, bloqueando o crescimento do tumor.
  • Imunoterapia: ajuda o próprio corpo a reconhecer e destruir as células cancerígenas.

 

Neste Outubro Rosa, cuide-se! A informação é sua aliada mais forte na prevenção. É sempre tempo de se prevenir! Faça sua parte e incentive as mulheres ao seu redor a buscarem o acompanhamento médico e manterem seus exames em dia.

Tuise setembro 1, 2025 Nenhum comentário

A campanha Setembro Amarelo salva vidas! 

Em 2013, Antônio Geraldo da Silva, presidente da ABP, deu notoriedade e colocou no calendário nacional a campanha internacional Setembro Amarelo. E, desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM divulgam e conquistam parceiros no Brasil inteiro com essa linda campanha.

O dia 10 deste mês é, oficialmente, o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a iniciativa acontece durante todo o ano. Atualmente, o Setembro Amarelo é a maior campanha anti estigma do mundo! Em 2024, o lema é “Se precisar, peça ajuda!” e diversas ações já estão sendo desenvolvidas.

O suicídio é uma triste realidade que atinge o mundo todo e gera grandes prejuízos à sociedade. De acordo com a última pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde – OMS em 2019, são registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo, sem contar com os episódios subnotificados, pois com isso, estima-se mais de 01 milhão de casos. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia.

Embora os números estejam diminuindo em todo o mundo, os países das Américas vão na contramão dessa tendência, com índices que não param de aumentar, segundo a OMS. Sabe-se que praticamente 100% de todos os casos de suicídio estavam relacionados às doenças mentais, principalmente não diagnosticadas ou tratadas incorretamente. Dessa forma, a maioria dos casos poderia ter sido evitada se esses pacientes tivessem acesso ao tratamento psiquiátrico e informações de qualidade.

Setembro Amarelo 2025: se precisar, peça ajuda!

Todos nós devemos atuar ativamente na conscientização da importância que a vida tem e ajudar na prevenção do suicídio, tema que ainda é visto como tabu. É importante falar sobre o assunto para que as pessoas que estejam passando por momentos difíceis e de crise busquem ajuda e entendam que a vida sempre vai ser a melhor escolha.

Quando uma pessoa decide terminar com a sua vida, os seus pensamentos, sentimentos e ações apresentam-se muito restritivos, ou seja, ela pensa constantemente sobre o suicídio e é incapaz de perceber outras maneiras de enfrentar ou de sair do problema. Essas pessoas pensam rigidamente pela distorção que o sofrimento emocional impõe.

Se informar para aprender e ajudar o próximo é a melhor saída para lutar contra esse problema tão grave. É muito importante que as pessoas próximas saibam identificar que alguém está pensando em se matar e a ajude, tendo uma escuta ativa e sem julgamentos, mostrar que está disponível para ajudar e demonstrar empatia, mas principalmente levando-a ao médico psiquiatra, que vai saber como manejar a situação e salvar esse paciente.


Dados sobre suicídio

O suicídio é um importante problema de saúde pública, com impactos na sociedade como um todo. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde – OMS, todos os anos, mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que HIV, malária ou câncer de mama – ou guerras e homicídios.

Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio foi a quarta causa e morte depois de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal. Trata-se de um fenômeno complexo, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, sexos, culturas, classes sociais e idades.

Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde divulgado pelo Ministério da Saúde em setembro de 2022, entre 2016 e 2021 houve um aumento de 49,3% nas taxas de mortalidade de adolescentes de 15 a 19 anos, chegando a 6,6 por 100 mil, e de 45% entre adolescentes de 10 a 14 anos, chegando a 1,33 por 100 mil.

As taxas variam entre países, regiões e entre homens e mulheres. No Brasil, 12,6% por cada 100 mil homens em comparação com 5,4% por cada 100 mil mulheres, morrem devido ao suicídio. As taxas entre os homens são geralmente mais altas em países de alta renda (16,6% por 100 mil). Para as mulheres, as taxas de suicídio mais altas são encontradas em países de baixa-média renda (7,1% por 100 mil).

Em países da Europa, houve um declínio nas taxas de suicídio e observou-se um aumento dessas taxas em países do Leste Asiático, América Central e América do Sul.

Embora alguns países tenham colocado a prevenção do suicídio no topo de suas agendas, muitos permanecem não comprometidos. Atualmente, apenas 38 países são conhecidos por terem uma estratégia nacional de prevenção do suicídio.

Tuise agosto 4, 2025 Nenhum comentário

Agosto Dourado 2025: priorizar a amamentação é cuidar de vidas e do planeta

Comemorado mundialmente entre os dias 1º e 7 de agosto, o Agosto Dourado celebra, mais uma vez, a importância vital do aleitamento materno para a saúde de crianças, mães e de toda a sociedade. Em 2025, o slogan da Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) é: “Priorize a Amamentação: Crie Sistemas de Apoio Sustentáveis”, uma mensagem potente que convida governos, instituições, profissionais de saúde e famílias a fortalecerem as redes que tornam possível o início saudável da vida.

A campanha é promovida globalmente pela World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) e, no Brasil, conta com a adesão oficial do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e de inúmeras organizações que atuam na promoção, proteção e apoio ao aleitamento. E, mais uma vez, a ONG Prematuridade.com tem orgulho de fazer parte desse movimento, ao lado de coletivos, sociedades científicas e instituições comprometidas com a causa da infância.

A cor dourada simboliza o que há de mais precioso: o leite materno, fonte de vida, vínculo e proteção. E não é exagero dizer que amamentar salva vidas. Como destaca a Organização Mundial da Saúde (OMS), a amamentação é a única intervenção isolada com maior potencial de impacto na redução da mortalidade infantil. Pode prevenir até 13% das mortes de crianças menores de cinco anos em todo o mundo.

Para os bebês prematuros, esse impacto é ainda mais decisivo. O leite materno atua como um verdadeiro remédio: fortalece o sistema imunológico, reduz o risco de infecções graves, favorece o crescimento e protege contra doenças como a enterocolite necrosante, uma das principais causas de óbito entre prematuros. Mesmo diante dos desafios — como a extração do leite na UTI neonatal, o uso de sonda ou a dificuldade de sucção —, a amamentação é possível e deve ser incentivada e apoiada por todos.

É por isso que o slogan deste ano fala em “sistemas de apoio sustentáveis”. Apoiar a amamentação é garantir políticas públicas que respeitem a licença-maternidade, investir em bancos de leite humano, qualificar profissionais de saúde, oferecer acolhimento às famílias e garantir espaços adequados para amamentar e extrair leite no ambiente de trabalho. É também cuidar do planeta: o leite materno é um alimento natural, renovável, produzido e entregue sem poluição, embalagens ou resíduos.

A ONG Prematuridade.com se junta, mais uma vez, a essa mobilização para lembrar que o aleitamento materno é um direito, uma escolha informada e uma responsabilidade coletiva. Promover o acesso ao leite materno, inclusive para os bebês que nascem antes do tempo, é um compromisso com a vida, com a equidade e com a sustentabilidade.

Neste Agosto Dourado, vamos juntos priorizar a amamentação. Porque cuidar do começo é garantir futuros brilhantes.

Tuise julho 1, 2025 Nenhum comentário

Julho Amarelo: entenda a importância da prevenção e controle das hepatites virais

A campanha Julho Amarelo está nas páginas das editorias de saúde dos jornais, sites e, em especial, nos perfis do Ministério da Saúde nas redes sociais. A iniciativa, representada por um laço amarelo, reforça a importância das ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais. Essas doenças são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo e, por isso, é preciso atenção ao consumir informações sobre o tema.

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes, são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Elas são causadas por vírus e algumas hepatites se dão pelo uso de medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas.

Vamos entender as formas de transmissão e prevenção e como é feito o tratamento dessas doenças e, assim,  combater conteúdos falsos sobre o tema que circulam por aí.

Vacina contra hepatite B em bebês

Muitas dúvidas surgem em relação a necessidade de vacinação de bebês contra a hepatite B, já que as gestantes são testadas para a doença, o que faz alguns acreditarem que, por isso, não há risco de transmissão das mães para os filhos. Além disso, grupos antivacina afirmam que o imunizante representa um perigo para as crianças por conter uma quantidade alta de alumínio. As afirmações não têm embasamento científico e são contrárias às recomendações de especialistas de saúde de todo o mundo.

A vacina contra a hepatite B para bebês, por se tratar de uma doença grave e transmitida de mãe para filho durante a gestação ou parto, representa proteção imediata aos pequenos e é uma prática segura e eficaz para prevenir infecções futuras, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença também pode ser transmitida por contato com sangue e fluidos corporais, mesmo em ambientes domésticos.

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) também recomenda a vacina para recém-nascidos, independentemente do status da mãe, já que nem todas as infecções maternas são detectadas durante a gravidez. Além disso, especialistas defendem que a vacinação precoce é crucial para a prevenção da infecção crônica, que pode levar ao câncer de fígado e à cirrose.

Atenção! O ideal é iniciar o esquema vacinal com a primeira dose o mais cedo possível, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade, podendo ser administrada até 30 dias após o nascimento.

E sobre a quantidade de alumínio? A bula da vacina contra a hepatite B do Instituto Butantan confirma que a quantidade de alumínio presente é segura e está bem abaixo dos limites considerados tóxicos. O alumínio é utilizado como adjuvante para melhorar a resposta imunológica e tem um histórico comprovado de segurança em vacinas.

Estudos científicos demonstram que o alumínio utilizado em vacinas é seguro e eficaz. A quantidade de alumínio nos imunizantes é minúscula comparada à exposição diária que os humanos têm a esse elemento por meio de alimentos, água e até mesmo o ar. A segurança dos adjuvantes de alumínio é bem documentada, e eles são fundamentais para a eficácia das vacinas.

Tipos de hepatites, formas de transmissão, prevenção e tratamento

É importante entender que as hepatites virais são doenças muitas vezes silenciosas. Elas nem sempre apresentam sintomas visíveis e, por isso, grande parte das pessoas não sabe que está infectada. Isso faz com que a doença possa evoluir por décadas, sem o devido diagnóstico. Assim, a recomendação é realizar testes regulares.

  • Hepatite A

Transmissão: fecal-oral, pela ingestão dealimentos ou água contaminadas, baixos níveis de saneamento básico e de higiene pessoal, contato pessoal próximo e contato sexual com pessoas com hepatite A.

Os sintomas iniciais são fadiga, mal-estar, febre, dores musculares, enjoo, vômitos, dor abdominal, constipação ou diarreia, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados.

Existe vacina para combater a hepatite A e ela faz parte do calendário infantil no Sistema Único de Saúde (SUS), com esquema de uma dose aos 15 meses de idade, podendo ser utilizada a partir dos 12 meses até 5 anos incompletos.

  • Hepatite B

Transmissão: sexo sem proteção, compartilhamento de objetos de uso pessoal como lâminas de barbear e de depilar, escovas de dentes, material de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas (cachimbos, canudos, seringas) sem a devida esterilização, na confecção de tatuagem e na colocação de piercings com materiais não esterilizados ou descartáveis. Ela também pode ser transmitida de forma vertical, ou seja, durante a gestação ou parto da mãe para o bebê.

Na maioria dos casos, a hepatite B não apresenta sintomas. A principal forma de prevenção da infecção pelo vírus da hepatite B é a vacina, que é administrada em três doses (0, 1 e 6 meses), e está disponível no SUS para bebês e todas as pessoas, independentemente da idade.

  • Hepatite C

Transmissão: contato com sangue contaminado por meio do compartilhamento de agulhas, seringas e outros objetos perfurocortantes sem a devida esterilização (materiais de manicure, para confecção de tatuagem, para colocação de piercings, equipamentos odontológicos e objetos para uso de drogas, como cachimbos, canudos, seringas). Também por meio de relações sexuais sem o uso de preservativos ou pela transmissão vertical (esses dois casos menos comum).

Assim como a hepatite B, a hepatite C também, na maioria dos casos, não apresenta sintomas.

Procure uma unidade de saúde e faça o teste da hepatite C. A doença tem cura e o tratamento pode ser feito gratuitamente pelo SUS.

  • Hepatite D

Transmissão: sexo sem proteção, compartilhamento de objetos de uso pessoal como lâminas de barbear e de depilar, escovas de dentes, materiais de manicure e pedicure, equipamentos para uso de drogas (cachimbos, canudos, seringas), na confecção de tatuagem e na colocação de piercings sem a devida esterilização.

Na maioria dos casos, a hepatite D também não apresenta sintomas. Quando presentes, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras.

A melhor forma de prevenir a hepatite D é tomar a vacina contra a hepatite B, visto que esse vírus depende da estrutura do vírus B para se replicar.

Combate à desinformação

O Saúde com Ciência trabalha para disponibilizar à população brasileira informação confiável. Não acredite em informações sobre saúde sem base científica e que contrariam as recomendações de especialistas em saúde pública. E lembre-se sempre: vacinas salvam vidas!

Tuise junho 2, 2025 Nenhum comentário

Junho Vermelho

O Junho Vermelho é uma campanha nacional que busca incentivar e conscientizar a população da importância de se doar de sangue. A campanha procura engajar a população nesse ato, apresentando-o como um ato de solidariedade que é responsável por salvar vidas. É uma campanha promovida no Brasil, mas existem outras semelhantes no exterior, embora não sejam realizadas em junho.

O Junho Vermelho mobiliza o Governo Federal, além dos governos estaduais e municipais, junto de organizações não governamentais e hospitais e instituições de saúde privadas, em ações publicitárias para incentivar a doação, assim como para informar os locais de doação e transmitir às pessoas todas as informações necessárias para que elas consigam doar sangue.

O Junho Vermelho busca reforçar os estoques dos hemocentros em todas as partes do país, estabelecendo o hábito nas pessoas de realizar a doação de sangue para garantir os cuidados médicos a quem necessitar. Essa campanha busca garantir que os estoques estejam sempre em situação estável, além de que o número de doadores seja o adequado.

Origem do Junho Vermelho
O Junho Vermelho é uma campanha nacional que surgiu por meio do Movimento Eu Dou Sangue, uma instituição que surgiu em 2011 para incentivar a doação de sangue. Por meio dessa atitude, estabeleceu-se uma campanha para incentivar de maneira mais intensa a população a doar sangue em 2015. Surgia assim o Junho Vermelho.

A escolha do mês de junho aconteceu porque nele é celebrada uma importante data comemorativa: o Dia Mundial do Doador de Sangue, em 14 de junho. Essa data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como forma de homenagear os doares, incentivando outras pessoas a doarem também.

Além disso, comenta-se que a escolha do mês de junho levou em consideração a estação do ano. O junho é o mês em que se inicia o inverno, período no qual as temperaturas caem em diversas partes do país, e com isso as doações diminuem. A campanha procura, portanto, reforçar as doações no momento mais crítico.

Qual a importância do Junho Vermelho?
A campanha do Junho Vermelho é fundamental para a saúde pública de nosso país, pois incentiva que as pessoas doem sangue, mantendo os estoques em níveis desejáveis. Os estoques de sangue são fundamentais, pois são usados em atendimentos médicos emergenciais, permitindo que milhares de vidas sejam salvas.

O sangue doado pelas pessoas é utilizado em procedimentos cirúrgicos, no atendimento emergencial a pessoas que sofreram acidentes e perderam quantidade significativa de sangue, e também em pacientes que sofrem de alguma doença crônica e que necessitem de transfusão, entre outros. A importância das bolsas de sangue no atendimento médico é fundamental e por isso a doação de sangue e o Junho Vermelho são tão importantes assim.

A campanha reforça a necessidade de ser solidário e também atua para informar a população para que ela saiba o que é necessário para doar sangue, onde doar, quem pode e quem não pode doar, além de combater desinformações e receios que muitas pessoas possam ter.

Quem pode doar sangue?
Nem todas as pessoas podem doar sangue, existindo alguns critérios que são estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Veja quem pode doar sangue:

  • pessoas entre 16 e 69 anos de idade (menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis);
  • pesar no mínimo 50 kg;
  • ter dormido, no mínimo, seis horas nas últimas 24 horas;
  • estar bem alimentado (jejum de alimentos gordurosos nas últimas três horas e doar sangue somente duas horas depois do almoço);
  • estar com documento de identificação com foto;
  • idosos entre 60 e 69 anos só podem doar sangue se já tiverem feito isso antes dos 60.